sábado, maio 15, 2004

Os repórteres de rádio parecem resistir à utilização de computadores portáteis.
Comum entre os jornalistas da imprensa escrita, principalmente quando se tratam de reportagens que impedem regressar em tempo útil à redacção, o computador portátil está ausente dos equipamentos do repórter de rádio.
Pelo menos, nunca vi nenhum jornalista utilizar equipamento informático fora das rádios. Toda a gente tem os utilíssimos equipamentos áudio mini disc, com gravação digital, mas depois o som é enviado por ... telefone!. Perde-se toda a excelente qualidade do som recolhido ao vivo.
A explicação pelo não recurso a um portátil para editar o som e enviar as peças em ficheiros audio poderá residir na demora que essas tarefas implicariam. Além do mais, nem sempre há um telefone fixo ou ligação à Net à mão. Recorrer ao telemóvel tornaria as reportagens muitas caras.
Convém referir ainda que muitas vezes fazem-se directos. Além disso, os repórteres de rádio geralmente não têm muito tempo entre os intercalares. Daí que o envio dos trabalhos por via analógica, usando o telefone (fixo ou móvel, continue a ser imbativel. Por isso, só quando o jornalista de rádio chega à redacção é que «monta» a peça com os sons recolhidos e, eventualmente, também a sua voz pelo meio.