O "porte pago", subsídio que o Governo atribui à imprensa escrita regional, foi o pretexto para uma intervenção estatal no mercado de um sector muito peculiar da comunicação social. O relatório final que precedeu a legislação há muito anunciada está pronto e pode ser consultado aqui.
Já agora, as linhas gerais da "Reforma da Comunicação Social Regional e Local - Principais alterações legislativas" podem ser consultadas aqui.
Da leitura que fiz, salta à vista alguns aspectos que considero, no mínimo, muito questionáveis.
Nas rádios, passará a ser obrigatório apenas um serviço noticioso de âmbito local (antes eram três) entre as 7:00 e as 24:00. Isto é um absurdo que poderá custar muitos empregos a jornalistas e colaboradores da imprensa regional falada que foram criados ao longo dos anos depois da legalização das piratas. Só favorece os grandes grupos que se estão a apoderar das rádios locais para, contornando a lei, emitir em contínuo gravações, play list's e afins. Incrivél ! Mas há mais facilidades que vão criar grandes oportunidades de negócios que interessam a todos menos aos profissionais de rádio, ouvintes e, arrisco mesmo dizer, aos anunciantes que deixarão de ter uma oferta diversificada como até aqui. Por mim, já deixei de acreditar nas rádios ditas locais há muito, porque estão a ser transformadas em postos emissores de um qualquer computador num canto de Lisboa. Foi chão que deu uvas.
No geral, o Governo pareceu muito sensível aos argumentos de poderosos grupos com interesses na rádio e sem frequências nacionais. Quanto às medidas relativas à imprensa escrita, é claro que os jornais de paróquia, sem desrespeito, têm os dias contados se dependerem em absoluto do "porte pago". Quem tiver unhas, ainda vai poder tocar a guitarra.
Já agora, as linhas gerais da "Reforma da Comunicação Social Regional e Local - Principais alterações legislativas" podem ser consultadas aqui.
Da leitura que fiz, salta à vista alguns aspectos que considero, no mínimo, muito questionáveis.
Nas rádios, passará a ser obrigatório apenas um serviço noticioso de âmbito local (antes eram três) entre as 7:00 e as 24:00. Isto é um absurdo que poderá custar muitos empregos a jornalistas e colaboradores da imprensa regional falada que foram criados ao longo dos anos depois da legalização das piratas. Só favorece os grandes grupos que se estão a apoderar das rádios locais para, contornando a lei, emitir em contínuo gravações, play list's e afins. Incrivél ! Mas há mais facilidades que vão criar grandes oportunidades de negócios que interessam a todos menos aos profissionais de rádio, ouvintes e, arrisco mesmo dizer, aos anunciantes que deixarão de ter uma oferta diversificada como até aqui. Por mim, já deixei de acreditar nas rádios ditas locais há muito, porque estão a ser transformadas em postos emissores de um qualquer computador num canto de Lisboa. Foi chão que deu uvas.
No geral, o Governo pareceu muito sensível aos argumentos de poderosos grupos com interesses na rádio e sem frequências nacionais. Quanto às medidas relativas à imprensa escrita, é claro que os jornais de paróquia, sem desrespeito, têm os dias contados se dependerem em absoluto do "porte pago". Quem tiver unhas, ainda vai poder tocar a guitarra.
