As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tornaram-se indissociáveis do dia-a-dia nas sociedades modernas com a informatização galopante dos processos da vida comunitária.
Os avanços da telemática revolucionaram, também, o ciclo produtivo tradicional das empresas jornalísticas, muitas das quais já operam em circuitos totalmente digitais. Um novo suporte, a Web, afirmou-se, entretanto, não só como mais um meio de difusão a par do papel, da televisão e rádio mas, para muitos visionários, como o meio que prevalecerá num futuro multimédia e wireless.
Em Portugal, as inovações chegaram mais tardiamente aos orgãos de informação regionais, dada a rudimentar estrutura e falta de condições económicas e humanas da grande maioria. Duas décadas após a atribuição dos primeiros incentivos públicos para a modernização tecnológica, a imprensa de proximidade escrita e falada conseguiu recuperar terreno.
Sendo das regiões com maior dinâmica económica e social do País, Aveiro suporta actualmente vários projectos de comunicação social com presença na Internet, embora nem todos saibam explorar, devidamente, o seu potencial quase ilimitado. Se é certo que a tecnologia abriu janelas de oportunidades para a produção e difusão de conteúdos, a falta de retorno económico obriga, por enquanto, a refrear os investimentos técnicos e humanos nos suportes on line.
Até que ponto estes orgãos, em geral com menores recursos, conseguem aproveitar o impulso tecnológico para inovar nos conteúdos, ganhar mais leitores e gerar novas receitas ? Que alterações se geram nos processos de produção informativa para os novos suportes que permitem uma actualização quase em permanência ? Sendo a interactividade uma das maiores virtudes dos meios electrónicos, está a ser devidamente aproveitada? Estas são algumas das questões para as quais procuramos respostas.