quarta-feira, novembro 30, 2005
Tenho a impressão que a Alta Autoridade para a Comunicação Social não faria mais nada se fosse a atender todos os casos que para aí se vêem, especialmente na imprensa dita regional (ler artigo do DN).
terça-feira, novembro 29, 2005
Leitura de jornais regionais a crescer
A leitura de jornais regionais em Portugal está a crescer. A confirmação deste facto consta da edição de 2005 do Bareme Imprensa Regional, estudo cujos resultados foram publicados pela Marktest. De acordo com os dados divulgados, os hábitos de leitura de jornais regionais por parte dos portugueses com 15 e mais anos cresceram em 2005 para os 54,3%, quando em 2004 esse indicador se situava nos 51,4%.
O hábito de leitura de jornais regionais abrange mais de 8.200 dos 15.120 inquiridos com 15 anos ou mais.
Coimbra é o distrito onde as publicações regionais têm mais sucesso, sendo que mais de três quartos (76,2%) da população lê habitualmente os jornais daquela região, mas Castelo Branco, Leiria, Aveiro e Braga registam também valores superiores a 70%.
O Bareme Imprensa Regional foi criado em 2003 pela empresa Marktest em conjunto com a Associação Portuguesa de Imprensa, de modo a aumentar o interesse dos anunciantes pelos títulos mais lidos e, consequentemente, os investimentos publicitários recebidos pelos jornais.
Ao contrário do registado este ano, em 2003, os títulos preferidos eram os semanários, sendo que a percentagem de leitores em Portugal não chegava aos 51% (várias fontes).
O hábito de leitura de jornais regionais abrange mais de 8.200 dos 15.120 inquiridos com 15 anos ou mais.
Coimbra é o distrito onde as publicações regionais têm mais sucesso, sendo que mais de três quartos (76,2%) da população lê habitualmente os jornais daquela região, mas Castelo Branco, Leiria, Aveiro e Braga registam também valores superiores a 70%.
O Bareme Imprensa Regional foi criado em 2003 pela empresa Marktest em conjunto com a Associação Portuguesa de Imprensa, de modo a aumentar o interesse dos anunciantes pelos títulos mais lidos e, consequentemente, os investimentos publicitários recebidos pelos jornais.
Ao contrário do registado este ano, em 2003, os títulos preferidos eram os semanários, sendo que a percentagem de leitores em Portugal não chegava aos 51% (várias fontes).
segunda-feira, novembro 28, 2005
Blogues e jornalismo (cont.)
"Os blogues, quer se queira quer não, estão a obrigar a pensar os modos de fazer e de consultar informação. E os antigos leitores tornaram-se também produtores de informação própria, recolhem, analisam, comentam, criticam, sugerem, antecipam. Criando informação num campo mais largo que o jornalismo. Se não houvesse mais razões, estas bastariam para que a imprensa e os media, em Portugal, olhem com mais atenção a blogosfera. Para que façam um esforço de escuta, de incorporação, de integração, de assimilação" José Carlos Abrantes, Provedor do Leitor do DN.
quarta-feira, novembro 23, 2005
Pesquisa de informação é a segunda actividade dos cibernautas
Dica do Ponto Media. A pesquisa de informação online teve uma subida muito acentuada no ano passado e é agora a segunda principal actividade dos cibernautas, a seguir ao uso de e-mail, revela o mais recente estudo do Pew Internet and American Life Project. Informação mais completa aqui.
quinta-feira, novembro 17, 2005
Marcação rádio a rádio
A Aveiro Fm tem agora os blocos noticiosos a meio da hora. Passou a fazer marcação à Terra Nova. Com a concorrência entre as duas rádios do Baixo Vouga com maior caudal informativo ganham, esperemos, os ouvintes.
terça-feira, novembro 15, 2005
O que procuram os internautas e estão dispostos a pagar
Do DN de 15 de Novembro de 2005:
Cerca de 90% dos cibernautas procuram regularmente sites de notícias e informação. Destes, mais de metade passaram a ler menos em formatos impressos desde que consultam a Web.
As conclusões são de um estudo da Netsonda e da Inforfi Comunicação, baseado em inquéritos feitos a 3846 utilizadores registados no site da Netsonda, 95% dos quais com acesso diário à Internet. Os grupos mais representativos são os estudantes e os residentes na zona da Grande Lisboa.
Os números indicam que a leitura online retirou leitores à imprensa em papel 35,5% dos inquiridos passaram a ler "com menos frequência" e 17,7% "com muito menos frequência". A quase totalidade dos restantes declarou manter os hábitos de leitura.
Das opções dadas pelos investigadores, a razão mais escolhida para a consulta de notícias online foi o facto de a informação ser actualizada ao longo do dia, seguida da possibilidade de utilização de instrumentos de pesquisa.
O potencial participativo dos sites noticiosos parece ser o menos relevante. A existência de comentários às notícias e de fóruns de discussão foi classificada como a característica que menos atrai os cibernautas para esta modalidade de leitura (ler mais).
Ainda do mesmo artigo:
A Internet foi fundada numa cultura aberta, em que a partilha livre e gratuita de informação era a regra. De acordo com os dados da Netsonda, a tendência mantém-se.
O estudo revela que os conteúdos informativos pagos não têm sucesso. Mais de 96% dos utilizadores não pagam para aceder a informação e desses apenas 4% admitem a possibilidade de vir a fazê-lo durante os próximos seis meses.
A principal justificação dada é precisamente a ideia de que a informação na Internet deve ser gratuita (resposta de 48% dos inquiridos).
O segundo motivo apontado foi o de os valores dos serviços serem "muito elevados", seguido de perto pelo facto de o leitor já aceder a esses conteúdos em formato impresso.
A falta de à-vontade com os meios de pagamento foi ainda a razão indicada por 13,1%.
Cerca de 90% dos cibernautas procuram regularmente sites de notícias e informação. Destes, mais de metade passaram a ler menos em formatos impressos desde que consultam a Web.
As conclusões são de um estudo da Netsonda e da Inforfi Comunicação, baseado em inquéritos feitos a 3846 utilizadores registados no site da Netsonda, 95% dos quais com acesso diário à Internet. Os grupos mais representativos são os estudantes e os residentes na zona da Grande Lisboa.
Os números indicam que a leitura online retirou leitores à imprensa em papel 35,5% dos inquiridos passaram a ler "com menos frequência" e 17,7% "com muito menos frequência". A quase totalidade dos restantes declarou manter os hábitos de leitura.
Das opções dadas pelos investigadores, a razão mais escolhida para a consulta de notícias online foi o facto de a informação ser actualizada ao longo do dia, seguida da possibilidade de utilização de instrumentos de pesquisa.
O potencial participativo dos sites noticiosos parece ser o menos relevante. A existência de comentários às notícias e de fóruns de discussão foi classificada como a característica que menos atrai os cibernautas para esta modalidade de leitura (ler mais).
Ainda do mesmo artigo:
A Internet foi fundada numa cultura aberta, em que a partilha livre e gratuita de informação era a regra. De acordo com os dados da Netsonda, a tendência mantém-se.
O estudo revela que os conteúdos informativos pagos não têm sucesso. Mais de 96% dos utilizadores não pagam para aceder a informação e desses apenas 4% admitem a possibilidade de vir a fazê-lo durante os próximos seis meses.
A principal justificação dada é precisamente a ideia de que a informação na Internet deve ser gratuita (resposta de 48% dos inquiridos).
O segundo motivo apontado foi o de os valores dos serviços serem "muito elevados", seguido de perto pelo facto de o leitor já aceder a esses conteúdos em formato impresso.
A falta de à-vontade com os meios de pagamento foi ainda a razão indicada por 13,1%.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Blogues e jornalismo
Poderão os blogues ser jornalismo ?
Não, nos blogues, habitualmente, não se faz jornalismo, que pressupõe um autor credenciado para tal (carteira de jornalista, por exemplo), uma técnica de escrita e o respeito por um código deontológico).
Os blogues aparecem como uma espécie de diários que todos podem espreitar, onde se dão opiniões e fazem comentários.
Mas nos blogues também surgem com frequência notícias que raramente podem ser validadas enquanto textos jornalísticos pelas mesmas razões que expôs no primeiro parágrafo.
O exercício do jornalismo, como da medicina, da arquitectura ou outra profissão tem regras.
Quem der uma notícia ou fizer uma denúncia num blogue não está, necessariamente, a fazer jornalismo. Temos de dar outro nome a isso. Pode até ser uma irresponsabilidade (Confirmou a fonte ? Usou do contraditório ? Obteve documentos ?, etc.). Mas também pode ser o princípio de uma investigação, se algum jornalista pegar na 'dica'.
Complicado, de facto.
Não, nos blogues, habitualmente, não se faz jornalismo, que pressupõe um autor credenciado para tal (carteira de jornalista, por exemplo), uma técnica de escrita e o respeito por um código deontológico).
Os blogues aparecem como uma espécie de diários que todos podem espreitar, onde se dão opiniões e fazem comentários.
Mas nos blogues também surgem com frequência notícias que raramente podem ser validadas enquanto textos jornalísticos pelas mesmas razões que expôs no primeiro parágrafo.
O exercício do jornalismo, como da medicina, da arquitectura ou outra profissão tem regras.
Quem der uma notícia ou fizer uma denúncia num blogue não está, necessariamente, a fazer jornalismo. Temos de dar outro nome a isso. Pode até ser uma irresponsabilidade (Confirmou a fonte ? Usou do contraditório ? Obteve documentos ?, etc.). Mas também pode ser o princípio de uma investigação, se algum jornalista pegar na 'dica'.
Complicado, de facto.
quarta-feira, novembro 02, 2005
Jornal da Ria suspende publicação
A Rádio Voz da Ria noticiou que o semanário Jornal da Ria voltou a ser suspenso.
Numa nota da administração publicada na ultima edição é dito a determinada altura que "como em tudo na vida, quando alguém se atreve a surgir com algo novo e arrojado, há barreiras a transpor" e se a isto juntarmos, o que alguns chamam de bairrismo exacerbado, chega-se a uma situação que poderá estar na génese do fracasso do JR. O comunicado da administração termina com um "até breve", vamos ver se será curta ou longa a sua ausência.
Numa nota da administração publicada na ultima edição é dito a determinada altura que "como em tudo na vida, quando alguém se atreve a surgir com algo novo e arrojado, há barreiras a transpor" e se a isto juntarmos, o que alguns chamam de bairrismo exacerbado, chega-se a uma situação que poderá estar na génese do fracasso do JR. O comunicado da administração termina com um "até breve", vamos ver se será curta ou longa a sua ausência.
Se a moda pega ...
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rui, só aceita dar entrevistas (?) por escrito.
A reacção do director do DN deveria servir de jurisprudência jornalística para estes casos.
"A liberdade de expressão com que se cose a democracia pressupõe circulação, interactividade, argumentação. A liberdade de palavra não é apenas liberdade de expressão, deve ser também liberdade de mediação e liberdade de recepção, ou de acolhimento. E é aqui que Rui Rio falha. As entrevistas directas, abertas, livres, não são um favor que o autarca presta à comunicação social. São um vector de prestação de contas ao eleitorado. Em democracia não existe a interpretação, existem interpretações. A imperfeição da democracia não se resolve com condicionamentos, mas com mais democracia, com mais combate pela palavra. Fica mal a Rui Rio, a quem o eleitorado conferiu uma maioria absoluta, fugir ao questionamento directo dos jornalistas. As entrevistas por escrito confundem-se habitualmente com propaganda, não são adequadas a quem não receia as suas próprias palavras e as interpretações que se possa fazer delas".
A reacção do director do DN deveria servir de jurisprudência jornalística para estes casos.
"A liberdade de expressão com que se cose a democracia pressupõe circulação, interactividade, argumentação. A liberdade de palavra não é apenas liberdade de expressão, deve ser também liberdade de mediação e liberdade de recepção, ou de acolhimento. E é aqui que Rui Rio falha. As entrevistas directas, abertas, livres, não são um favor que o autarca presta à comunicação social. São um vector de prestação de contas ao eleitorado. Em democracia não existe a interpretação, existem interpretações. A imperfeição da democracia não se resolve com condicionamentos, mas com mais democracia, com mais combate pela palavra. Fica mal a Rui Rio, a quem o eleitorado conferiu uma maioria absoluta, fugir ao questionamento directo dos jornalistas. As entrevistas por escrito confundem-se habitualmente com propaganda, não são adequadas a quem não receia as suas próprias palavras e as interpretações que se possa fazer delas".
