terça-feira, novembro 15, 2005

O que procuram os internautas e estão dispostos a pagar

Do DN de 15 de Novembro de 2005:

Cerca de 90% dos cibernautas procuram regularmente sites de notícias e informação. Destes, mais de metade passaram a ler menos em formatos impressos desde que consultam a Web.
As conclusões são de um estudo da Netsonda e da Inforfi Comunicação, baseado em inquéritos feitos a 3846 utilizadores registados no site da Netsonda, 95% dos quais com acesso diário à Internet. Os grupos mais representativos são os estudantes e os residentes na zona da Grande Lisboa.
Os números indicam que a leitura online retirou leitores à imprensa em papel 35,5% dos inquiridos passaram a ler "com menos frequência" e 17,7% "com muito menos frequência". A quase totalidade dos restantes declarou manter os hábitos de leitura.
Das opções dadas pelos investigadores, a razão mais escolhida para a consulta de notícias online foi o facto de a informação ser actualizada ao longo do dia, seguida da possibilidade de utilização de instrumentos de pesquisa.
O potencial participativo dos sites noticiosos parece ser o menos relevante. A existência de comentários às notícias e de fóruns de discussão foi classificada como a característica que menos atrai os cibernautas para esta modalidade de leitura (ler mais).

Ainda do mesmo artigo:

A Internet foi fundada numa cultura aberta, em que a partilha livre e gratuita de informação era a regra. De acordo com os dados da Netsonda, a tendência mantém-se.
O estudo revela que os conteúdos informativos pagos não têm sucesso. Mais de 96% dos utilizadores não pagam para aceder a informação e desses apenas 4% admitem a possibilidade de vir a fazê-lo durante os próximos seis meses.
A principal justificação dada é precisamente a ideia de que a informação na Internet deve ser gratuita (resposta de 48% dos inquiridos).
O segundo motivo apontado foi o de os valores dos serviços serem "muito elevados", seguido de perto pelo facto de o leitor já aceder a esses conteúdos em formato impresso.
A falta de à-vontade com os meios de pagamento foi ainda a razão indicada por 13,1%.