Se a moda pega ...
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rui, só aceita dar entrevistas (?) por escrito.
A reacção do director do DN deveria servir de jurisprudência jornalística para estes casos.
"A liberdade de expressão com que se cose a democracia pressupõe circulação, interactividade, argumentação. A liberdade de palavra não é apenas liberdade de expressão, deve ser também liberdade de mediação e liberdade de recepção, ou de acolhimento. E é aqui que Rui Rio falha. As entrevistas directas, abertas, livres, não são um favor que o autarca presta à comunicação social. São um vector de prestação de contas ao eleitorado. Em democracia não existe a interpretação, existem interpretações. A imperfeição da democracia não se resolve com condicionamentos, mas com mais democracia, com mais combate pela palavra. Fica mal a Rui Rio, a quem o eleitorado conferiu uma maioria absoluta, fugir ao questionamento directo dos jornalistas. As entrevistas por escrito confundem-se habitualmente com propaganda, não são adequadas a quem não receia as suas próprias palavras e as interpretações que se possa fazer delas".
A reacção do director do DN deveria servir de jurisprudência jornalística para estes casos.
"A liberdade de expressão com que se cose a democracia pressupõe circulação, interactividade, argumentação. A liberdade de palavra não é apenas liberdade de expressão, deve ser também liberdade de mediação e liberdade de recepção, ou de acolhimento. E é aqui que Rui Rio falha. As entrevistas directas, abertas, livres, não são um favor que o autarca presta à comunicação social. São um vector de prestação de contas ao eleitorado. Em democracia não existe a interpretação, existem interpretações. A imperfeição da democracia não se resolve com condicionamentos, mas com mais democracia, com mais combate pela palavra. Fica mal a Rui Rio, a quem o eleitorado conferiu uma maioria absoluta, fugir ao questionamento directo dos jornalistas. As entrevistas por escrito confundem-se habitualmente com propaganda, não são adequadas a quem não receia as suas próprias palavras e as interpretações que se possa fazer delas".

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